Abriga uma das principais bases do TAMAR, destacando-se pelas excelentes condições para pesquisas sobre o comportamento das tartarugas marinhas e, devido ao grande fluxo turístico, como estratégico para educação ambiental.
É sitio reprodutivo da tartaruga-verde ou aruanã (Chelonia mydas), que desova entre janeiro e junho, e área de alimentação de juvenis das tartarugas de-pente (Eretmochelys imbricata) e verde.
As praias apresentam características propícias para um monitoramento diário. A Praia do Leão concentra 80% das ocorrências. As demais desovas acontecem ao longo do mar de dentro entre a praia do Sancho e Boldró.
O Centro de Visitantes, inaugurado em 1996, possui anfiteatro, 2 lojas do Tamar, Chelonia Café, exposição permanente de esqueletos e painéis sobre as tartarugas marinhas e o Projeto Tamar, Núcleo de Serviços Responsáveis (quiosque de empresa de mergulho, associação de condutores locais e Programa de Atendimento ao Público do Projeto Tamar).
Serviço - A loja funciona diariamente, de 9h às 22h.
O Centro de Visitantes é "aberto", conjugado com uma praça temática. Os visitantes podem circular livremente, em qualquer dia e horário. O auditório é aberto todos os dias às 20h, para apresentação de vídeos e palestras.
Monitoramento de juvenis
Além do monitoramento de fêmeas durante o período reprodutivo, o TAMAR mantém um programa de estudo de tartarugas juvenis (Chelonia mydas e Eretmochelys imbricata), que utilizam o arquipélago como área de alimentação. Essa atividade é realizada durante o ano todo, através de mergulho livre, autônomo ou rebocado.
Fernando de Noronha caracteriza-se por apresentar uma atividade de estudo das tartarugas jovens através do mergulho. Nesta base são realizados trabalhos de captura, marcação, biometria e estudos, envolvendo história natural e ecologia.
A transparência da água possibilita observar comportamentos diversos das tartarugas marinhas. Em longos períodos de observação e registro de imagens, no ambiente natural, são coletadas informações preciosas, que ajudam a compreender melhor a vida desses animais.
História
Nos registros históricos, constam “bandos de tartarugas na ilha e no mar”, situação bem diferente da atual. O meio ambiente foi bastante prejudicado durante os séculos de ocupação, quando comer ovos e carne de tartaruga marinha era hábito comum. Como resultado desse passado predatório, Noronha abriga hoje a menor população de tartarugas-verdes entre as ilhas oceânicas brasileiras.
As atividades do TAMAR se iniciaram em 1984, quando o arquipélago ainda era Território Federal administrado pela Aeronáutica. Em 1986, o Governo do Território doou 70 hectares ao TAMAR, que então construiu uma casa pequena na Praia do Sueste, com alojamento e escritório. Em 1988, por decreto presidencial, através do IBAMA, o Arquipélago se transforma no segundo Parque Nacional Marinho do país.
Fonte: Projeto Tamar